Charles Webster Leadbeather, sacerdote da Igreja Anglicana e bispo da Igreja Católica Liberal, clarividente, escritor, orador, maçom e uma das mais influentes personalidades da Sociedade Teosófica escreveu acerca dos habitantes do mundo astral:
Grupo de discussão e debate para pensadores.
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Charles Webster Leadbeather, sacerdote da Igreja Anglicana e bispo da Igreja Católica Liberal, clarividente, escritor, orador, maçom e uma das mais influentes personalidades da Sociedade Teosófica escreveu acerca dos habitantes do mundo astral:
Candomblé, culto dos orixás, de origem totêmica e familiar, é uma das religiões afro-brasileiras praticadas principalmente no Brasil, mas também em países adjacentes como Uruguai, Argentina e Venezuela.
A religião, que tem por base a "anima" (alma) da natureza, sendo portanto chamada de anímica, foi desenvolvida no Brasil com o conhecimento dos sacerdotes africanos que foram escravizados e trazidos da África para o Brasil, juntamente com seus Orixás / Inquices / Voduns, sua cultura e seus dialetos, entre 1549 e 1888.
Embora confinado originalmente à população de escravos, proibido pela igreja Católica, e criminalizado mesmo por alguns governos, o Candomblé prosperou nos quatro séculos, e expandiu consideravelmente desde o fim da escravatura em 1888. É agora uma das religiões principais estabelecidas, com seguidores de todas as classes sociais e dezenas de milhares de templos. Em levantamentos recentes, aproximadamente 3 milhões de brasileiros (1,5 da população total) declararam o Candomblé como sua religião. Na cidade de Salvador existem 2.230 terreiros registrados na Federação Baiana de Cultos Afro-Brasileiros. Orixás do Candomblé, os rituais e as festas são agora uma parte integrante da cultura e uma parte do folclore brasileiro.
O Candomblé é uma religião monoteísta, embora alguns defendam que cultuem vários deuses, o deus único para a nação Ketu é Olorum, para a nação Bantu é Zambi e para a nação Jeje é Mawu. São nações independentes na prática diária e em virtude do sincretismo existente no Brasil, a maioria dos participantes consideram como sendo o mesmo Deus da Igreja Católica.
Os Orixás / Inquices / Voduns recebem homenagens regulares com oferendas, cânticos, danças e roupas especiais. Mesmo quando há na mitologia referência a uma divindade criadora, essa divindade tem muita importância no dia-a-dia dos mesmbros do terreiro, como é o caso do Deus cristão que na maioria das vezes são confundidos.
Os Orixás da mitologia Yoruba foram criados por um deus supremo, Olorun (Olorum) dos Yoruba.
Os Voduns da mitologia Fon ou mitologia Ewe foram criados por Mawu, o deus supremo dos Fon.
Os Inquices da mitologia Bantu foram criados por Zambiapongo (Zambi), deus supremo e criador.
O Candomblé cultua, entre todas as nações, umas cinquenta das dezenas de deidades ainda cultuadas na África. Mas, na maioria dos terreiros das grandes cidades, são doze as mais cultuadas. O que acontece é que algumas divindades têm "qualidades" que podem ser cultuadas como um diferente Orixá / Inquice / Vodun em um ou outro terreiro. Então, a lista de divindades das diferentes nações é grande, e muitos Orixás do Ketu podem ser identificados com os Voduns do Jejé e Inquices do Bantu em suas características, mas na realidade não são os mesmos, seus cultos, rituais e toques são totalmente diferentes.
Orixás têm individuais personalidades, habilidades e preferências rituais, e são conectados ao fenômeno natural específico (um conceito não muito diferente do Kami do japonês Xintoísmo). Toda pessoa é escolhida no nascimento por um ou vários "patronos" Orixá, que um babalorixá identificará. Alguns Orixás são incorporados por pessoas iniciadas durante o ritual do Candomblé. Outros Orixás não, apenas são cultuados em árvores pela coletividade. Alguns Orixás chamados Funfun (branco), que fizeram parte da criação do mundo, também não são incorporados.
Próximo post de Candomblé: História do Candomblé no Brasil (Parte II)
Você já percebeu que há uma forte tendência na sociedade em tratar tudo o que é sagrado ao que se refere à esfera "espiritual" ou religiosa, e tudo o que é profano ao que se refere à vida secular?
Sim, e podemos incluir-nos neste pensamento, pois ele faz parte da grande massa. Que atire a primeira pedra quem nunca pensou desta forma. E ainda podemos ir mais além. Há aqueles que tendem a classificar o sagrado e o profano ou, separar o sagrado do profano. Mas, quem dita as regras neste jogo?
Se analisarmos por uma perspectiva histórica, veremos que, aquilo que tratamos como sagrado nos dias de hoje não fazia parte do contexto religioso primitivo. Isso quer dizer, que todos os elementos religiosos primitivos não eram sagrados, porém, profanos?
O que acontece é que não estamos abertos a um diálogo interreligioso. Isso implica em deixarmos de lado toda a nossa "verdade", para entendermos o ponto de vista de outrem. Porém, a grande realidade é que somos muito "fundamentalistas" ainda, não queremos abrir mão dos nossos conceitos (ou seriam pré-conceitos), acerca do campo religioso. A verdade é que há um grande dualismo entre o sagrado e o profano. E como resolver este problema? Bom, sinto-lhes em dizer que é um problema sem solução. Sempre haverá um embate, pois o que é sagrado para uns é profano para outros, e vice-versa. E o que falta no meio de toda esta discussão é o respeito.
Gosto muito de nos incluir como exemplo (evangélicos), por razões éticas e principalmente por ser a minha realidade de vida. Há muitos elementos que consideramos como profano, como por exemplo, os santos católicos. Consideramos como profano, pois não faz parte do nosso contexto de "verdade religiosa", porém, não podemos deixar de considerar sua sacralidade, visto que não refere-se a uma questão secular, correto? Ainda que não cremos nos santos católicos, porém são sagrados... para os católicos, mas são. Assim como é sagrado para nós o crer no sacrifício de Cristo na cruz, mas para diversos grupos religiosos esse crença é uma profanação. Portanto, quem está com a verdade? Percebem que há um dualismo?
Bom, vamos ao debate...
O que os fatos mostram? Que há uma distinção entre o sagrado e o profano nas religiões. Mas não há um respeito entre elas.
Qual é uma objeção comum? Que todas as religiões classificam seus elementos sagrados e profanos e rejeitamos os elementos sagrados de um outro grupo religioso que não seja o nosso.
Essa objeção faz sentido? É verdade que há uma certa dificuldade de aceitarmos o pensamento de um determinado grupo oposto. Porém, se não entendermos esta dualidade, o mundo sempre caminhará para a intolerância religiosa. É tudo uma questão de ponto de vista e respeito.
O que você acha? O que você pensa acerca do que foi abordado sobre o sagrado e o profano? O que seria sagrado ou profano para você? Deixe seu comentário.
O Candomblé é uma religião que teve origem na cidade de Ifé, na África, e foi trazida para o Brasil pelos negros iorubás. Seus deuses são os Orixás, dos quais somente 16 são cultuados no nosso país: Essú, Ògun, Ossossì, Osanyin, Obalúaye, Òsúmàré, Nàná Buruku, Sàngó, Oya, Oba, Ewa, Osun, Yemanjá, Logun Ede, Oságuian e Osàlufan.
O pai ou a mãe de santo é a autoridade máxima dentro do Candomblé. Eles são escolhidos pelos próprios Orixás para que os cultuem na terra. Os Orixás os induzem a isto, fazem com que as pessoas por eles escolhidas sejam naturalmente levadas à religião, até que assumem o cargo para o qual estão destinadas. Uma pessoa não pode optar se quer ou não ser um Pai ou Mãe de Santo se não acontecer durante a sua vida fatos que a levem a isto. São pessoas que de alguma forma são iluminadas pelos Orixás para que cumpram seu destino.
Os Pais de Santo, normalmente, são donos de uma roça, ou seja, um lugar onde estão plantados todos os axés e no qual os Orixás são cultuados. Dentro da roça existe o barracão (assim denominado por causa dos negros que antigamente moravam em barracões), que é o lugar em que são feitos os grandes assentamentos (oferendas) para os deuses.
Hierarquicamente, existe, ainda na roça um pai pequeno ou mãe pequena, que é o braço direito do Pai de Santo e é normalmente um filho ou filha da casa. Depois vem as Ekedes, são mulheres também escolhidas pelos Orixás para cuidar deles e ajudá-los. Embora seja considerada autoridade dentro da roça, não podem ser Yalorixás, visto que sua função já foi determinada e não há como mudar. A seguir vem os Ogans, que tocam os atabaques e ajudam o Babalorixá nos fundamentos da casa; a Ya Bace, que toma conta da cozinha, isto é, de todas as comidas dos santos; a Ya Efun, dona do Efun (pemba), e que está encarregada de pintar os Yaôs (iniciantes que estão recolhidos fara fazerem o Orixá); e finalmente os filhos de Santos, que são as pessoas que "rasparam o Santo", ou melhor, rasparam a cabeça para um Santo a pedido deste.
Às vezes o Santo, ou Orixá, incorpora em determinadas pessoas, mas não há necessidade que haja esta "incorporação" para que uma pessoa raspe o Santo. Se a pessoa deve ou não raspar o Santo só pode ser sabido com certeza através do jogo de búzios do Pai ou Mãe de Santo que, diga-se de passagem, são os únicos que podem jogar búzios.
O Candomblé é uma religião com uma vasta cultura e rica em preceitos. São pouquíssimas as pessoas que realmente a conhecem a fundo. É necessária muita dedicação e anos de estudo para se chegar a um conhecimento profundo da religião. Seus preceitos são todos fundamentados e qualquer um pode se dedicar ao seu estudo e desfrutar seus benefícios.
Próximo post: Origem do Candomblé: Ifé
1) Que é Deus?
R.: "Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas".
2) Que se deve entender por infinito?
R.: "O que não tem começo nem fim: o desconhecido; tudo o que é desconhecido é infinito".
3) Poder-se-ia dizer que Deus é o infinito?
R.: "Definição incompleta. Pobreza da linguagem humana, insuficiente para definir o que está acima da linguagem dos homens".
Deus é infinito em suas perfeições, mas o infinito é uma abstração. Dizer que Deus é o infinito é tomar o atributo de uma coisa pela coisa mesma, é definir uma coisa que não está conhecida por uma outra que não o está mais do que a primeira.
Espiritualismo:
Doutrina filosófica que admite a existência de Deus e da alma. Contrapõe-se ao materialismo, que só admite a matéria.
Segundo o materialismo, no ser humano só haveria o corpo físico. Até as funções superiores, como a memória, o raciocínio, as emoções, os sentimentos poderiam ser reduzidos a simples reações físico-químicas do sistema nervoso, do sangue, das glândulas internas. O Universo seria formado por acaso e seria explicado dentro das leis das ciências exatas (Matemática, Física, Química, Astronomia, etc.). Esta é a tese do materialismo filosófico, que não deve ser confundido com o materialismo pragmático e hedonista adotado por aquele que, embora se diga até mesmo religioso, só quer mesmo é gozar os prazeres da vida terrena, nem que seja em cima da miséria alheia.
Todos os religiosos, como aceitam a alma e Deus, são, por isto mesmo, espiritualistas.
Assim, a pala espiritualista tem significado muito vasto, abrangendo o católico, o protestante, o umbandista, o candomblecista, o israelita ou judeu, o islâmico, etc.
Espiritismo:
Doutrina filosófica, também espiritualista, mas que se diferencia das outras correntes filosóficas por ter características bem definidas, a saber:
a) concepção tríplice do homem: espírito - perispírito - corpo físico;
b) sobrevivência do espírito como individualidade;
c) continuidade da responsabilidade individual;
d) progressividade do espírito dentro do processo evolutivo em todos os níveis da natureza;
e) comunicação mediúnica disciplinada voltada para o esclarecimento e a consolação de encarnados e desencarnados;
f) volta do espírito à matéria (reencarnação) tantas vezes quantas necessárias para alcançar a perfeição relativa a que se destina, não admitindo, no entanto, a metempsicose, ou seja, a volta do espírito no corpo de animal para pagar dívidas, como aceita o Hinduísmo. Conforme o Espiritismo, o espírito não retrocede;
g) ausência total de hierarquia sacerdotal;
h) abnegação na prática do bem, ou seja, não se dobra nada por esta ou aquela atividade espírita;
i) terminologia própria, como por exemplo, perispírito, Lei de Causa e Efeito, médium, Centro Espírita, e nunca como astral, karma, Exu, Orixá, "cavalo", "aparelho", "terreiro", "encosto", vocábulos utilizados por outras religiões e que não tem cabimento no meio espírita;
j) total ausência de culto material (imagens, altares, roupas especiais, oferendas, velas, etc.);
k) na prática espírita não há batismo nem culto ou cerimônia para oficializar o casamento;
l) respeito a todas as demais religiões, embora não incorpore a seu corpo doutrinário os princípios e rituais delas;
m) a moral espírita é a moral cristã: "Fazer ao próximo aquilo que dele se deseje".
Revista Espaço Acadêmico - Ano II - Número 17 - Outubro de 2002
Interações entre Ciência e Religião
Entrevista com Dr. Frank Usarski
Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião na PUC-SP
Entrevista com alunos do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião, PUC-SP, Julho de 2002.
Como o senhor define religião?
O que nós chamamos de "religião" tem se manifestado, no decorrer da história e em todas as partes do mundo, em diversificações e diferenças múltiplas. De acordo com essa complexidade não considero adequado pensar em uma definição fechada de religião e opto por um conceito aberto capaz de superar um entendimento pré-teórico que generaliza fenômenos religiosos, sobretudo os de origem cristã, com os quais nós estamos culturalmente acostumados. Isto é somente necessário por que, por exemplo, para chineses, hindus e muçulmanos nem existem sinônimos em suas línguas que correspondam exatamente com o nosso termo religião.
A partir dessas considerações meu conceito de religião contém quatro elementos:
Primeiro, religiões constituem sistemas simbólicos com plausibilidades próprias.
Segundo, do ponto de vista de um indivíduo religioso, a religião caracteriza-se como a afirmação subjetiva da proposta de que existe algo transcendental, algo extra-empírico, algo maior, mais fundamental ou mais poderoso do que a esfera que nos é imediatamente acessível através do intrumentário sensorial humano.
Terceiro, religiões se compõem de várias dimensões: particularmente temos que pensar na dimensão da fé, na dimensão institucional, na dimensão ritualística, na dimensão da experiência religiosa e na dimensão ética.
Quarto, religiões cumprem funções individuais e sociais. Elas dão sentido para a vida, elas alimentam esperanças para o futuro próximo ou remoto, sentido esse que algumas vezes transcende o da vida atual, e com isso tem a potencialidade de compensar sofrimentos imediatos. Religiões podem ter funções políticas, no sentido ou de legitimizar e estabilizar um governo ou de estimular atividades revolucionárias. Além disso, religiões integram socialmente, uma vez que membros de uma comunidade religiosa compartilham a mesma cosmovisão, seguem valores comuns e praticam sua fé em grupos.
Começou a nossa gincana de Heresiologia 1 (versão 2010)!!!
Dividi as turmas em grupos nos turnos manhã e noite.
Vejamos como ficou a formação dos grupos:
Obs.: Provavelmente com a entrada de novos alunos, teremos mais 1 grupo em cada turno.
TURNO MANHÃ
GRUPO HEXACAMPEÃO
Alex Dé Ré
Allex Balduino
Bruno (Líder)
Evelyn
Heraldo
José Antônio
GRUPO EL-SHADDAI
Carla (Líder)
Glauber
Idelmar
Lucas
Nikaele
Rafaela
GRUPO DEUS CONOSCO
Alexandre
Eris
Marco (Líder)
Maria do Carmo
Ricardo
Wagner
TURNO NOITE
GRUPO FOGO PURO
Fabiana (Líder)
Helen
Lázaro
Luis Carlos
GRUPO ESCOLHIDOS
Luiz Fernando
Marcelo
Robson (Líder)
Rodrigo
Tatiana
GRUPO ARREBATADOS
Décio (Líder)
Marcela
Renato
Thiago
Valber
Wandel
Quais serão os grupos campeões de 2010???
De acordo com o Niddesa - um dos livros do cânone pali - o Buda Shakyamuni teve 500 vidas passadas antes de atingir o despertar. O monge peregrino chinês Fa-hsien, ao visitar o Sri-Lanka no início do século V, também encontrou representações artísticas de 500 renascimentos do futuro Buda. Já o Saketa Jataka afirma que o Buda teve 1.500 vidas passadas. As estórias sobre estas vidas são registradas em contos chamados Jatakas.
Para atingir o despertar, o Buda levou 300.000 mahakalpas, ou grandes eras (pali mahakappa), mesclados com 20 asamkhyeyakalpas, ou períodos de tempo incalculável (pali asankheyyakappa). Cada grande era é subdividida em quatro eras, dissolução do mundo (pali samvattakappa), continuação do caos (pali samvattatthayikappa), formação do mundo (pali vivattakappa) e continuação do mundo formado (pali vivatatthayikappa). Cada uma destas eras é subdividida em 20 (ou 64) períodos chamados antokappas. Atualmente, estamos em uma era de "continuação do mundo formado".
Há mais de 300.000 mahakalpas e 20 asamkhyeyakalpas atrás, o futuro Buda Shakyamuni era um homem pobre que salvou sua mãe viúva de um naufrágio. Sua mãe fez a aspiração de que ele pudesse salvar os outros seres do sofrimento. Ele pensou nisso e se tornou um bodhisattva, ou ser do despertar (pali bodhisatta), alguém que cultiva as perfeições que conduzem ao estado iluminado de um Buda.
Próximo post: As eras
Estórias sobre centenas de vidas passadas do Buddha são relatadas em antigos contos relatados como Jatakas. Ele era um boddhisattva, isto é, alguém que passou muitas eras praticando as perfeições que conduzem à iluminação. Depois de completá-las, ele desceu ao paraíso de Tushita e renasceu como um príncipe no norte da Índia, por volta do século VI a.C. A vida desse príncipe também é narrada em muitos textos tradicionais.
Naquele tempo, a Índia estava dividida em pequenos estados e sua sociedade era dividida em castas. Desde aquela época, já havia uma grande diversidade de práticas religiosas.
Certa vez, a rainha Maya, do clã dos Shakyas sonhou com um elefante branco que trazia uma flor de lótus em sua tromba. Ela contou este sonho ao seu marido, o rei Shuddhodana, mas ele não soube interpretá-lo.
Os sábios brâmanes esclareceram que o sonho era o prenúncio do nascimento de um filho prodigioso: ele se tornaria um monarca universal ou um monge. O nascimento do menino, cercado de eventos auspiciosos, aconteceu no jardim de Lumbini.
Ele seria chamado de Sarvarthasiddha Gautama - "aquele da família Gautama que realiza todas as suas metas" -, logo, simplificando para Siddhartha Gautama - "aquele da família Gautama que realiza suas metas".
Um velho eremita brâmane, chamado Asita descobriu vários sinais no corpo do bebê e previu que o príncipe se tornaria um ser iluminado. A rainha Maya faleceu uma semana depois de dar à luz e a criança passou a ser cuidada pela tia, Prajapati.
Durante sua infância, Siddhartha foi educado pelos melhores professores do seu tempo e atingiu excelência em todos os campos de conhecimento. Ele também desenvolveu grandes habilidades marciais e venceu um torneio de artes militares, obtendo o direito de se casar com sua bela prima Yashodhara.
Na tentativa de entreter Siddhartha, o rei Shuddhodana deu a ele três grandes palácios, onde desfrutava das melhores comidas, bebidas, vestimentas e prazeres.
Quando Siddharta saiu pela primeira vez dos palácios, ele se encontrou com um velho, um doente, um morto e um asceta. Angustiado com o que viu, o príncipe fugiu para a floresta a fim de se dedicar à prática espiritual e encontrar o fim do sofrimento.
Seu único filho, Rahula, nasceu na noite em que ele decidiu partir. Apesar do coração repleto de afeição pela esposa e pelo filho, ele não hesitou em deixar os palácios para buscar o caminho da prática espiritual. Como símbolo de sua renúncia, Siddharta cortou seus longos cabelos com uma espada.




Durante os 49 dias seguintes, o Buda Shakyamuni permaneceu em meditação. Inicialmente ele pensou que os seres seriam incapazes de compreender o Dharma, o caminho que leva à iluminação.
Entretanto, um ser divino ajoelhou-se aos seus pés e implorou que ele desse ensinamentos. Cheio de amor e compaixão pelos seres, o Buda então decidiu transmitir o Dharma.
Buda Shakyamuni procurou os ascetas que tinham sido seus companheiros e lhes concedeu os primeiros ensinamentos. Eles se tornaram os primeiros monges e assim surgiu a Sangha, ou comunidade budista.

O Buda passou a viajar constantemente para expor o Dharma, atraíndo muitos discípulos. Em três meses, sessenta discípulos já tinham atingido a santidade.
Eles foram enviados a várias direções como mensageiros do Dharma, "para o benefício de muitos, para a felicidade de muitos, por compaixão pelo mundo".




A caridade é o fundamento principal.
A ritualística de Umbanda é bastante vasta, vem sendo passada de pai para filho dentro da religião, mas principalmente, vem sendo moldada pela orientação de nossos mentores espirituais, porém o principal objetivo é sem dúvida a caridade através dos atendimentos realizados por estes mesmos mentores.
Através da incorporação mediúnica, entidades espirituais muito mais evoluídas do que nós encarnados, vem prestar uma espécie de socorro as pessoas que recorrem aos diversos centros de Umbanda espalhados pelo País.
A forma que se realizam estes rituais difere um pouco de um templo para outro, justamente pelo fato de que cada casa possui seus fundamentos próprios, passados pelos seus mentores espirituais, mas em síntese ocorrem os mesmos preceitos.
O Terreiro é dividido em duas partes, o congá onde ficam os médiuns que irão trabalhar incorporados juntamente com os que irão auxiliar como cambonos e a assistência, onde se acomodam as pessoas que vem em busca deste atendimento.
A ritualística de abertura de uma Gira de Umbanda basicamente é composta de danças para os Orixás, cantos de melodias chamadas por nós de pontos cantados, defumações com ervas especiais e orações, inclusive as orações cristãs, como o Pai Nosso e a Ave Maria.
Ou seja, dentro da ritualística umbandista também se vê com clareza a mistura que compõem esta maravilhosa religião. Os atabaques e outros instrumentos comuns nos cultos aos Orixás se somam a práticas mais familiares aos cultos católicos, mas o culto aos Orixás sempre predomina, em muitos casos o Padê para o Orixá Exú, precede todas as giras, e isso é fundamento herdado do Candomblé que tem efeito prático no resultado das seções.
Este Padê consiste em cantar pontos para Exú e em seguida levar uma oferenda (ebó) até a canjira, que é o assentamento do Orixá na casa e fica do lado de fora do terreiro. Na prática, este ritual é um pedido para que Exú cuide da porteira e evite assim intromissões de espíritos menos evoluídos no trabalho, o chamado "descarrego".
Após estas louvações, rezas e pedidos, se chama em terra a entidade chefe do terreiro que irá incorporar no Zelador de Santo, o dirigente do terreiro, para tanto são entoadas cantigas especiais e próprias da entidade que virá trabalhar neste dia.
O guia chefe, depois de realizar os rituais de segurança da Gira, chama os médiuns já desenvolvidos que irão formar uma roda no centro do terreiro para receberem as entidades que irão prestar o atendimento a assistência.Este atendimento é feito individualmente, os Guias de Luz passam orientações, receitas de banhos com ervas, dão o tradicional "passe mediúnico" que é o momento onde as entidades realizam as magias que resolvem os problemas daquela pessoa assistida.
São realizados diversos rituais nesta hora, mas acima de tudo estas entidades confortam as pessoas com seu modo carinhoso e humilde.
Existem, é claro, muitos fundamentos que envolvem a preparação de uma gira de Umbanda mas não é objetivo deste site apresentá-las em seus textos, que tem por finalidade apenas divulgar e difundir nossa cultura, mas fica a mensagem que encontramos em um destes pontos cantados que diz: A UMBANDA TEM FUNDAMENTO, É PRECISO PREPARAR.
Não se pode negar que a religião de Umbanda nasceu da mistura de diversas crenças, vindas de outras religiões. Talvez por isso a Umbanda seja a religião que recebe a todos, sem discriminações, principalmente de credo religioso, muito ao contrário do que acontece com o umbandista quando este é recebido por outras religiões, mas não vamos falar disso aqui.
O importante mesmo é termos total consciência de que a Umbanda veio da cultura afro, somada aos costumes indígenas tupiniquins, além é claro do sincretismo católico, este último em mistura de amor e imposição. Claro que ainda existem influências orientais, kardecistas, místicas, uma verdadeira miscelânea de culturas.
A mais forte destas influências é do Candomblé, pois apesar de a Umbanda ter nascido há menos de 100 anos (primeiro registro oficial), sua raiz africana é milenar. Pai Zélio Fernandino de Moraes foi quem registrou em cartório a primeira tenda Umbandista em 1908. Sua casa, a Tenda de Umbanda Nossa Senhora da Piedade não tocava atabaques, mas estes instrumentos do Candomblé foram incorporados à religião e hoje é difícil encontrar terreiro de Umbanda que não os possua em seus rituais. De onde veio isso? Com certeza esta influência veio de Pretos Velhos, entidades que se manifestam na Umbanda e que foram em vida escravos de tempos antigos em nosso país. Estes negros escravos, trazidos da África, eram adeptos do Candomblé, de diversas nações diferentes, e a Umbanda, ainda sem um código específico e singular, administra seus templos individualmente através das orientações de seus guias patronos, ou seja, quem determina certos fundamentos em uma casa de umbanda é o guia espiritual chefe desta casa, daí a forte influência dos rituais de nação trazidos pelos Pretos Velhos.
Outra prova desta forte influência e que também explica a entrada da cultura europeia através da romana religião Católica, é o sincretismo dos Orixás (que vieram da África) com os santos católicos. Isso acontece simplesmente porque nossos antepassados negros, enquanto escravos, não podiam adorar Orixás e portanto adoravam santos católicos para não contrariar seus senhores, mas na verdade, quando um negro rezava para São Gerônimo, por exemplo, estava em seu íntimo louvando a Xangô.
A religião de Pai Zélio, que completou ano passado 100 anos de seu primeiro registro oficial, é uma mistura de crenças, ainda em formação, além de ser uma religião eclética e sem preconceitos.
Na próxima semana: O Ritual
Todas as pessoas têm o direito de professar a religião de sua escolha. A tolerância religiosa é extensiva a todos. Isso não significa, porém, que todas as religiões sejam boas. Nos dias de Jesus, existiam vários grupos religiosos: saduceus (At 5.17), fariseus (At 15.5), essênios, zelotes e herodianos. Os dois primeiros grupos tinham posições religiosas distintas (At 23.8). Mesmo assim, Jesus não os poupou, chamando-os de hipócritas, filhos do inferno, serpentes, raça de víboras (Mt 23.13-15,33). O Mestre deixou claro que não aceitava a ideia de que todos os caminhos levam a Deus. Ensinou que há apenas dois caminhos: o estreito, que conduz à vida eterna, e o largo e espaçoso, que leva à destruição (Mt 7.13,14).
Os apóstolos tiveram a mesma preocupação: não permitir que heresias, falsos ensinos, adentrassem na Igreja. O primeiro ataque doutrinário lançado contra a Igreja foi o legalismo. Alguns judeus-cristãos estavam instigando os novos convertidos à prática das leis judaicas, principalmente a circuncisão. Em Antioquia, havia uma igreja constituída de pessoas bem preparadas no Estudo das Escrituras (At 13.1), que perceberam a gravidade da doutrina de alguns que haviam descido da Judeia e ensinavam: "Se não vos circuncidardes segundo o costume de Moisés, não podereis ser salvos" (At 15.1). Tais ensinamentos eram uma ameaça à Igreja. Foi necessário que um concílio apreciasse essa questão e se posicionasse.
Em At 15.1-35, temos a narrativa que demonstra a importância de considerarmos os ensinos que contrariam a fé cristã. Outras fontes ameaçavam a Igreja. Entre elas, destacamos a pluralidade religiosa.
Bem-vindos ao nosso blog da disciplina "História, Doutrinas e Heresias das Religiões".
Aqui você poderá acompanhar regularmente artigos e publicações referentes a esta disciplina que servirá como ferramenta para somar ao seu aprendizado.
No que for necessário, pode sempre contar comigo, meu e-mail para contato é o prof.flavio.ftw@gmail.com
Bom estudo!!!